TESTE: Tipos de RAW na Nikon D7000

Este teste eu publiquei em maio/2011 no Digifórum e na comunidade DSLR Brasil.

Não sei se a D7000 é a primeira Nikon que te da uma opção de RAW “comprimida” ou com menos bits (ou ambos) e sei que a Canon tem um sistema parecido mas nunca pude testar.

Este post em eu fiz pra compartilhar uma pergunta que fiz para mim mesmo:
O que eu realmente perco se escolher um RAW em 12bits comprimido e quão menor ele fica que um RAW 14bits lossless?

Regras:
– Não necessito sempre de “qualidade máxima” ou uma enorme gradação de cores.
– Não quero perder “latitude”. Quero puxar o ISO ou recuperar o máximo de detalhe possível.
– Não quero uma perda de textura ou granulação visível.

Postulados:
– Mesmo que visualmente imperceptível, no modo comprimido HÁ PERDA DE INFORMAÇÃO.
– Mais bits me dão maior gradação por cor mas não necessariamente maior latitude (Dynamic Range).

Modus Operandi:
– Mesmas configurações pra toda a foto (modo M)
– Tripé
– Foto com muito detalhe para forçar um tamanho grande no RAW
– ISO Base (100)
– Converter todas as fotos para DNG sem inclusão de preview JPG

Resultado:
14bits Lossless: 21.0mb(NEF) 18.8mb(DNG)
14bits Comprimido: 18.7mb(NEF) 16.6mb(DNG)
12bits Lossless: 16.7mb(NEF) 14.5mb(DNG)
12bits Comprimido: 15.2mb(NEF) 12.8mb(DNG)

Variações máximas
21MB (NEF) vs 12.8MB (DNG)
Redução de 40% no tamanho do arquivo no HD.
Virtualmente, um cartão de 16GB teria ganho de 28% (A Nikon não faz em DNG lembra?) cerca de 4 GB de espaço se você decidir mudar o tipo de RAW.

Fim do teste do ganho de espaço. Seguindo a lógica, TODOS os DNGs foram menores que suas contrapartes em RAW proprietário.

Conclusão Parcial:
Do ponto de vista de economia de espaço, 40% é MUITA coisa. Então se a perda for “leve”, essa escolha compensa, e muito, em MUITOS CASOS.
Digo “muitos” pois tem situações que eu (você ou qualquer paranóico) sempre vai querer o melhor, mesmo que não faça ou não se note diferença. Fora os casos que os 14 bits certamente fazem uma tremenda diferença.

Testes de imagem.
Como o que me interessa é a quantidade de informação que posso recuperar de zonas superexpostas ou subexpostas e não “ligo” se visualmente eu não ficar incomodado com a diferença de qualidade ou gradação de tons (afinal, estou saindo e 14 pra 12 bits e estou comprimindo informação com perda).

Modus Operandi
– Fotos em RAW com qualidade máxima e mínima.
– ISO base (100)
– Superexpor a foto em 3 pontos de luz
– Subexpor a foto em 3 pontos de luz
– recuperar ambas e verificar em 100% as diferenças.

Resultado:
– Não existe perda de latitude. Fato. Só esse resultado já é relevante pra mim, mas continuando:
– Não tirei de nenhum por do sol, mas nenhuma imagem chegou a ser perceptível a diferença dos 12 pros 14 bits.
– É possível se notar a compressão. É MUITO difícil e são poucos pontos específicos da imagem. Não tem como essa variação estragar a maioria dos trabalhos.
– Não notei (e isso me preocupava) diferença nas “zonas clipadas recuperadas”. Principalmente no teste subexposto.

Conclusões Finais:
A diferença de qualidade é praticamente imperceptível em fotos “normais” para um ganho de até 40% de espaço no HD (ou 28% a mais de fotos no cartão).
Se você acha que a máquina tem um RAW muito grande e não quer ter a perda do JPG, esta é uma ótima opção.

IMPORTANTE:

Não (ainda) fiz o teste em ISO alto.
Não inclui fotos por falta de tempo mesmo.
Não estou entrando na questão de que “espaço é barato” ou “compre mais cartões de memória”. Arquivo grande consome tempo, demora mais para processar e, na fotografia que muitos fazem, sinceramente, os 6MP de uma D40 são mais que suficientes se tirados com boas lentes e se não precisar cropar.

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