Test Drive: Yamaha XJ6-F

Como também recebi um mailing da Yamaha e a XJ6 esta na minha lista de interesse, uni o útil ao agradável e fui fazer uma visita que se resumiu em:

“Qualidades e defeitos da Ninja 250R, só que na dose das 600”

Se você tem uma Ninjinha, essa pode ser sua reação ao andar na Yamaha XJ6-F.

© 2011 Yamaha Motor

Para não ser mal interpretado, explico. Afinal são quase 2,5x a mais de potência em comparação com a Ninja 250R. Mas a sensação de pilotagem foi similar nas qualidades e defeitos.

A posição de pilotagem é quase idêntica. Mas você fica levemente menos inclinado. Isso aliado a um banco com muito mais espuma (mas nada que se compare à G650GS) com certeza vai dar mais conforto em viagens mais longas. Mas, tal como a Ninjinha, se você senta distraído o tanque acentuado pode prensar suas partes baixas.

Ao ligar o motor e partir com ela uma surpresa. Motor extremamente dócil (mas não fraco) em baixas rotações. Na verdade, senti como se já tivesse andado com ela outras vezes. O percurso foi bem mais longo que a “volta no quarteirão da BMW”. Você logicamente sente que é uma moto mais pesada que uma 250, mas não chega a ser difícil controlá-la. Quando chamei, o motor deu uma boa “estilingada”. No teste de “baixa rotação em 4ª”, você sente o torque e a moto avança. Um motor bem elástico.

Sobre ser mais “pesada”, sempre achei o fato da Ninja 250 ser “leve demais” perigoso em alguns casos. Principalmente com vento lateral.

Andando no trânsito, deu pra perceber que o habitat dessa moto são estradas. No final do percurso, o calor do motor já estava esquentando bem minhas pernas. Não quero saber como eu ficaria se estivesse travado no trânsito. Tomara que a ventoinha dela seja boa.

O painel é quase completo. Não pediria um computador de bordo, mas um indicador de marchas ajudaria bastante! A barra de direção tem espaço para colocar GPS, o tanque é grande (17L) e a autonomia média que vejo em relatos de usuários e testes é de 20km/l. O utilíssimo cavalete vem de série. O banco é levemente mais alto, mas nada que me impeça de “cravar” os calcanhares no chão.

© Shad

Não tinha exemplo na loja, mas lá me disseram que a Shad tem um suporte para alforges laterais dela. Você não monta em 5 minutos como os da Hayabusa, mas valem a pena pra não carregar peso em viagens longas.

Eles tem o Top Case também, mas espero ficar satisfeito só com os laterais para poder deixar o centro de gravidade da moto sempre o mais baixo possível.

Notas finais

A XJ6-F é uma moto extremamente divertida. Principalmente para os donos da Ninja 250R, que vão ter uma curva de adaptação ridiculamente menor. E como é assumidamente uma Sport Touring, a gama de acessórios como alforges, bancos mais macios, bolhas, etc. é maior. E com seu estilo, rende diversão tanto em estradas sinuosas como em longas viagens.

Ela é uma candidata tentadora a minha próxima moto. Principalmente se o seguro não for proibitivo.

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um comentário

  1. Eduardo · · Responder

    Pelo preço, compre uma Street Triple da Triumph… moto de qualidade infinitamente superior.

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