Partindo para o médio formato!

Embora um tempo afastado, não fiquei inativo. Estive em alguns eventos, entre eles o Paraty em Foco, o Salão Duas Rodas, uma Jornada Fotográfica e o Worldwide Photowalk.

Cada evento destes merece um tópico imenso só deles. Como não sei se isto será possível, ficam os links das minhas fotos pra quem quiser saber como foi, pois cobertura de todos por toda a internet é o que não falta.

Lock n' Loaded with some serious s***! \(^o^)/
TLR Yashica 12 carregada com Velvia 50

Este post é porque finalmente, após muita busca pelo Mercado Livre, consegui uma câmera de médio forma funcionando decentemente à um preço justo (R$ 150,00).

Melhor ainda, achei o manual dela! Quem precisar de manual de câmeras antigas, muito provavelmente vai achar no OrphanCameras. Se você achar e ele lhe for útil, pague pra ele US$3,00 porque vale o trabalho que ele tem (eu paguei o da Yashica 12).

Que diabos é uma TLR?

É uma Twin Lens Reflex. Uma câmera com lentes gêmeas onde uma projeta a imagem para o filme e a outra para o finder através de um espelho.

A maioria faz uso de filme 120, que te possibilita até 12 poses de 6x6cm. Existem outros formatos mas vou me manter somente neste.

Aí esta a parte interessante! Com o limite de 12 poses, cada foto precisa ser muito bem pensada antes de ser tirada. Estava atrás de uma câmera dessas com dois objetivos em mente:

  1. Treinar o olhar
  2. Me preparar para a fotografia de Grande Formato

Máquinas de grande formato trabalham com chapas de 4×5″ ou maiores. O custo é, portanto, muito maior e cada foto precisa ser MUITO mais pensada.

Mas não basta ter a máquina, é preciso escolher o filme!

Minha certeza era que faria uso de cromos (Slides ou reversíveis, chamem como quiser). Pesquisei vários e acabei ficando entre os Fujichrome Velvia 50, Velvia 100F, Provia e Astia.

Cada um destes cromos funciona melhor em um tipo de foto. Escolhi o Velvia 50 por ter bastante contraste e saturação das cores. Segundo várias fontes, é o filme padrão para paisagens e natureza. Já utilizei o Velvia 100F e ele já satura bastante. Como vou utilizar esse filme principalmente na “hora mágica da luz“, quanto mais saturado pra mim, melhor.

Tudo certo, agora é só fotografar? ERRADO!

A câmera tem fotômetro. Beleza! O da minha ta com mal contato mas funciona (achei a pilha na conselheiro Crispiniano \o/). Mas quem garante que vai ser a exposição que você quer?

Bem, antes da foto, você precisa “colar”. Você tem pelo menos saídas:

  1. Adivinhar!? (feeling, ué.)
  2. Usar a regra Sunny 16.
  3. Faz a foto com sua máquina digital e “copia” os ajustes quando a foto estiver boa. (Não esqueça de recalcular o ISO já que nem todas as máquinas você pode deixar ele em 50).
  4. Se você tem (e sabe usar), use seu fotômetro externo.
  5. Tem um App pra isso“: Pocket Light Meter (Link para a Apple Store)

Não sou adivinho. Não tenho fotômetro. Não gosto de decorar tabelas. Não quero levar minha DSLR junto com a TLR, que já é pesada.  Mas meu iPhone ta SEMPRE comigo!

O Pocket Light Meter é free (você paga apenas para remover a propaganda, se quiser) e faz exatamente o que eu preciso: Fixo o ISO e a Abertura ou Velocidade e ele me dá o restante. E ainda consigo mover o “Spot Meter” dele pra ter a cena exatamente do jeito que eu quero. Melhor ainda, posso calibrar a medição dele se achar que está errado (isso quando eu terminar esse rolo).

LOG do Pocket Light Meter

Até aí ele só fez o básico. O feijão-com-arroz. O que ele brilha mesmo é, após medido eu tenho a opção de “travar” a imagem medida, para inserir na câmera, e salvar um LOG! Este log fica com este formato ao lado. A foto, a exposição medida, data e hora, posição no GPS com local próximo e ele ainda tenta adivinhar uma atração próxima. Não podia esperar mais!

Após as fotos.

Assim que terminar estas 12 fotos vou mandar revelar e comparo o cromo com as fotos do log. Independente do resultado, vou escanear e subir.

É o primeiro rolo desta câmera. Pode ser que a velocidade não esteja tão precisa e algumas exposições podem sair BEM errado. O LOG vai me ajudar a encontrar o que funciona e o que não funciona. Mas a experiência é o que conta.

A última foto fiz na Praça do Por do Sol no Alto da Lapa. Maravilhoso, vale a pena visitar no fim de uma tarde não-nublada. Segue a foto do dia enquanto não revelo:

Good Afternoon #sunset #pordosol

Praça do Pôr do Sol - iPhone + Fisheye 180º com filtro LomoFi

Anúncios

2 Comentários

  1. Jorge · · Responder

    Parabéns! Ainda não tinha lido esse blog. Muito bom msm.

  2. […] do filme eu tive que revelá-lo e digitalizá-lo. Vou descrever estes dois últimos processos pois já escrevi sobre o processo de captura das […]

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: