Fotografando com uma TLR – Do filme à digitalização.

Em outro post comentei que estava fotografando com uma Yashica 12 carregada com Velvia 50. E após levar 28 dias para fazer as 12 exposições do filme eu tive que revelá-lo e digitalizá-lo. Vou descrever estes dois últimos processos pois já escrevi sobre o processo de captura das fotos.

Revelando

Realmente não via a hora, afinal comprei a câmera às cegas e, apesar de testá-la, não tinha como verificar se as velocidades ainda estavam precisas. Fui à Colormart, pois já revelei cromos lá a cerca  de um ano. Viagem perdida pois agora pararam de vez.

Minhas alternativas conhecidas eram a Capovilla e a Labtec. Ambas com preços bem mais salgados do que a Colormart quando fazia revelação de cromo. A Capovilla revelava, escaneava mas era mais cara e longe do trabalho. A Labtec só revelava mas poderia ir a pé.

Mandei revelar na Labtec. Preço: R$25,00 e ficava pronto no dia seguinte. Deixam disponível uma mesa de luz para conferir. Felizmente todas as fotos estavam bem expostas. Lógico, composição é outra questão. Mas o equipamento está funcionando e isso que importa até o momento.

Digitalizando

Minilabs que conheço só trabalham com filme 135. Se fosse mandar fora, mandaria tudo para a Capovilla mas pagaria o preço.

Porém no trabalho temos o scanner HP G4050 mais barato vendido no Brasil já com moldes para digitalizar 135, 135 com moldura de slide, médio formato e Grande Formato 4×5. Escaneia em 16 bits de cor mas é leeeeeeeento! Pouco mais de 30 minutos para cada 3 fotogramas 6×6 em 1200DPI.

Se fosse comprar um somente para este fim, gastaria um pouco mais e levaria o Epson Perfection V600. Se fosse escanear somente filme 135 (o velho “35mm” que na verdade é 36mm) hoje a melhor opção é o Epson perfection V330. E como um dia partirei para o grande formato, meu sonho de consumo fica sendo o Epson V700. Custa caro, mas vale cada centavo.

Antes e depois de limpo.

Mas como o que eu tinha era o G4050, fui com ele mesmo. Porém percebi que tinha que desmontar o scanner e limpar o vidro superior. A diferença é fácil de notar:

Com tudo limpo dei início ao processo. A dobra do filme no suporte gerava ondulações que me faziam reescanear e nem assim sumiam completamente. Haviam invasões de luz e linhas de falha grotescas que apareciam sem motivo. E também tinha horas que o ajuste de exposição piorava a escolha do scanner.

Ao fim do martírio (três dias escaneando no tempo livre e levando pra casa 12 arquivos TIFF de 800MB para o pós processamento.

Tratamento

O objetivo nesse caso é diferente de um RAW. A foto já esta revelada e o trabalho é deixar no arquivo digital o mais próximo possível do cromo original. Pra isso, uma mesa de luz e um monitor calibrado são imprescindíveis. O monitor calibrado eu tenho, o resto é olhômetro, bom senso e trabalhar dentro do que o scanner me entregou.

As imagens foram escaneadas em 1200DPI 16bits em um “Espaço de Cor Genérico“. Como não quero adivinhar, a minha primeira medida no Photoshop é deixá-lo em “ProPhoto RGB“. Após isso fiz os seguintes passos:

  1. Ajuste de Níveis (para o contraste)
  2. Ajuste de Curvas (acertar a cor em algumas)
  3. Unsharp Mask
  4. Limpeza das sujeiras do scanner
  5. Crop somente das bordas pretas
  6. Redução para 600DPI
  7. Salvar em PSD (Formato do Photoshop)

Escanear em 1200DPI me deu espaço para tratar a imagem. Meu objetivo SEMPRE foi que a imagem final estivesse em 600DPI, mas digitalizo com o dobro para o processamento. O resultado ainda fica sendo um arquivo com aproximados 25 megapixels e o TIFF de 800MB virou um PSD de 150MB. Isso mantendo os 16bits de cor e em ProPhotoRGB.

Resultado no Flickr

Paulista

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